🇺🇸 EUA aprovam marco histórico para stablecoins — o Brasil está pronto para liderar?
- Gabriel Morciani

- 8 de set.
- 2 min de leitura

Os Estados Unidos deram um passo histórico no mercado cripto com a aprovação do Genius Act. E o Brasil? Pode estar mais avançado do que parece.
EUA entram no jogo das stablecoins
Donald Trump sancionou o Genius Act, primeira lei federal que cria regras claras para stablecoins no país. A norma exige lastro integral em ativos líquidos, relatórios mensais de transparência e abre espaço para bancos tradicionais e gigantes de tecnologia entrarem no mercado.
A reação foi imediata: Bank of America e Fiserv já anunciaram planos de emitir suas próprias stablecoins atreladas ao dólar. A mensagem é clara: a regulação não freou o setor, mas acelerou a corrida.
O objetivo central do Genius Act é reforçar a proteção ao consumidor e dar segurança regulatória a investidores e instituições. Mesmo com riscos no radar — como o “depeg” (perda da paridade da stablecoin com seu lastro) ou corridas de saque — o consenso é que os EUA agora têm uma base sólida para crescer.
Trump, por sua vez, consolida sua narrativa pró-cripto: vetou a criação de um CBDC (moeda digital de banco central), lançou um grupo de trabalho para ativos digitais e até iniciou a formação de um estoque estratégico de Bitcoin nas reservas americanas. É o movimento de um país que busca se tornar a capital mundial das criptomoedas.
O Brasil já joga em outro patamar
Enquanto os EUA celebram seu primeiro marco regulatório, o Brasil já opera em um ambiente maduro e integrado. Desde a Lei de Ativos Virtuais (14.478/2022), o país estabeleceu regras de compliance, combate à lavagem de dinheiro e supervisão pelo Banco Central.
Mais do que regulação, temos infraestrutura: o Pix tornou-se parte do cotidiano e acostumou os brasileiros a transferências instantâneas, seguras e baratas. Esse hábito abre caminho natural para a integração de stablecoins ao sistema financeiro.
Outro dado relevante: 90% do fluxo cripto no Brasil hoje está em stablecoins. Usadas como proteção contra volatilidade cambial, reserva de liquidez ou meio para operações internacionais, elas já são peça central no ecossistema nacional.
Esse cenário coloca o país em posição estratégica: unir inovação com segurança regulatória e se destacar como referência internacional em integração entre finanças tradicionais e criptoativos.
Corrida global
Se o Genius Act inaugura uma nova era para stablecoins nos EUA, o Brasil mostra que já está pronto para essa fase. Com regulação em andamento, base tecnológica consolidada e mercado altamente engajado, o país não apenas acompanha — mas pode liderar o diálogo sobre o futuro da economia digital.
💡 Para refletir
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